O cravo é uma espécie de tio-avô do piano. As teclas acionavam uma pena de ganso que pinçava a corda e isso não permitia varieade de toques - do ppp (pianíssimo ou levinho) ao fff (fortíssimo). Por conta dessa limitação era muito comum haver floreios nas peças da época como mordentes, grupetos, apoggiaturas, trinados. Também não era incomum as teclas falharem dependendo de como o instrumentista acionasse as teclas.
De repente, um senhor chamado Bartolomeo Cristofori, por volta de 1700, criou o acionamento por martelos que permitia que o músico conseguisse dar dinâmica nas músicas pelo toque nas teclas - O Pianoforte - que mais tarde teve o nome simplificado para piano. O piano como conhecemos hoje começou a tomar forma, ainda tinha menos teclas e ocupava muito espaço, poucos anos depois (~=1745) surgiu o piano de armário (vertical). Isso permitiu que mais lugares pudessem ter um piano para estudo/lazer. O acionamento por martelos permitiu que se colocasse mais cordas para uma nota só, o que aumentou muito mais o ganho em som, timbre e volume.


O piano moderno hoje tem 88 teclas (há construtores que fazem com mais teclas por encomenda), mas sua versatilidade ganhou ainda mais relevância na era digital, quando surgiram controladores e sintetizadores que permitem uma gama infinita de timbres, teclados, pianos digitais que simulam acionamento por martelos, mas que economizam espaço e permitem estudo noturno com fones de ouvido.
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